Agente penitenciário acerta tiro na barriga da mulher grávida

Dentro do carro, de acordo com a polícia, o agente teria sacado a arma após imaginar estar sendo seguido por outro veículo.

Um agente penitenciário, de 34 anos, acertou um tiro de pistola na barriga da própria mulher, grávida de seis meses, dentro do carro do casal, por volta das 5h deste domingo (08), em Vila Velha.

Os dois retornavam de um show em Guarapari quando o incidente aconteceu. De acordo com o agente, o tiro foi acidental.

A mulher dele foi atingida na parte lateral da barriga e está internada no hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra.

O estado de saúde dela é considerado grave e o bebê precisou ser retirado. A criança sobreviveu e está, também em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin).

O casal estava dentro de um Kia Cerato prata, passando pela Rodovia do Sol e, de acordo com a polícia, o agente teria sacado a arma após imaginar estar sendo seguido por outro veículo.

Carro Cerato do agente penitenciário saindo do DML, acusado de ter atirado na própria esposa grávida na Pedreira, em Guarapari
Carro Cerato do agente penitenciário saindo do DML, acusado de ter atirado na própria esposa grávida na Pedreira, em Guarapari
Foto:Ricardo Medeiros

O motivo da perseguição seria uma suposta confusão dentro do show. Há informações também de que o agente imaginou que poderia estar sendo abordado em um assalto.

Assim que ele sacou a pistola, a mulher teria colocado a mão na parte de cima da arma e pedido que o marido não fizesse nenhuma besteira.

Neste momento, teria acontecido o disparo acidental que acertou a barriga da vítima. O agente socorreu a mulher, inicialmente, para o hospital Santa Mônica, em Itaparica.

Em seguida, ela foi transferida para o hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra, em estado grave. Ela passou por cirurgia, mas o estado de saúde dela e do bebê são graves.

O agente foi conduzido para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde presta esclarecimentos à delegada de plantão.

A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) informou que o caso já está sendo investigado pela Corregedoria da secretaria e que foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Se ficar comprovada a má conduta do servidor, ele será punido. As possibilidades de penalidades vão de advertência a expulsão dos quadros da Secretaria.

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