JAGUARÉ-ES: Prefeito de Jaguaré e servidores são afastados do cargo por 90 dias

Eles são suspeitos de integrar um esquema de fraudes em licitações e em processo seletivo para contratação de servidores públicos no município

O prefeito de Jaguaré, Rogério Feitani, e mais cinco servidores do município foram afastados das suas atividades pelo prazo de 90 dias. Eles são suspeitos de integrar um esquema de fraudes em licitações e em processo seletivo para contratação de servidores públicos no município.

A informação é do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), que deflagrou uma operação nesta terça-feira (11), por meio da Procuradoria de Justiça Especial e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação, intitulada Arremate, investiga as irregularidades.

De acordo com o MPES, foram expedidos 29 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de condução coercitiva de servidores do município e de empresários. Os mandados foram deferidos pela Justiça com base em investigações preliminares e interceptações telefônicas autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Estado. As investigações começaram em junho do ano passado.

No início da tarde, o MPES informou que a maioria dos mandados de busca e de condução foi cumprida. Os conduzidos foram encaminhados para o Gaeco-Norte, na sede da Promotoria de Justiça de Linhares, onde foram interrogados pelos promotores e procurador de Justiça, responsáveis pelas investigações. O prefeito de Jaguaré chegou à Promotoria por volta de meio-dia e saiu por volta das 18 horas.

A defesa de Rogério Feitani informou que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação e que o prefeito só vai se manifestar quando estiver ciente do material. “Desde já, ele afirma que não houve prática de qualquer ato ilícito”, afirmou o advogado Ludgero Liberato. O processo corre em segredo de Justiça.

Participam da operação o procurador de Justiça responsável pela investigação, 10 promotores de Justiça, servidores do Ministério Público e 36 policiais militares do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES. Até o momento foram apreendidos diversos aparelhos de telefones celulares, notebooks e documentos diversos.

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